
Roraima é conhecido, hoje, no Brasil e no mundo, pela grande diversidade de povos indígenas em seu território. Atualmente existem oito etnias indígenas que ocupam terras que equivalem a 46% do território do Estado.
Macuxi: Pertencentes ao tronco lingüístico Carib. Vivem no cerrado, nas serras do nordeste de Roraima (municípios de Normandia e Bonfim) e na fronteira com a República Cooperativista da Guiana, no município de Uiramutã. Constituem-se no maior grupo étnico que hoje habita o estado. Vivem em reservas já demarcadas ou em processo de demarcação.
Taurepang: Também denominados de “ Arecunã” ou “Jaricunã”. Pertencem ao tronco lingüístico Carib.Vivem numa pequena área no alto Surumú e nos limites com a Venezuela. Formam um grupo de 500 indivíduos em Roraima. Essa etnia tem um conceito mais desenvolvido de comércio. Seus excedentes são maiores, vendem tanto para o município de Pacaraima como para a capital Boa Vista e fazem também uma intermediação comercial com os Maiogong, que estão mais a oeste e com, e os Macuxi trocando produtos daqueles por ferramentas, armas e munições destes.
Ingaricó: Falantes também de uma língua do tronco Carib. Ocupam uma pequena área geográfica no extremo norte da região cortada pelo rio Cotingo, nas serras limítrofes com a Venezuela e República Cooperativista da Guiana, ao pé do Monte Roraima. Eles se autodenominam ente do céu”. Entre os índios, os Ingaricó são respeitados por serem identificados como os terríveis Kanaimé, uma figura representada por um ser que surra, maltrata e mata os índios por vingança ou qualquer fato considerado grave praticado por um indígena.
Wapixana: São considerados como segundo maior grupo indígena do Estado de Roraima. Vieram para a região sudoeste, quando os grupos Carib chegaram, já encontraram os Wapixana. Estes índios tornaram-se inimigos dos demais índios Caribe, pois não aceitavam a invasão em seu território pelos Macuxi. Os Wapixana perderam estas guerras e foram obrigados a recuar. Atualmente ocupam áreas distintas do estado como a Serra da Lua, Taiano, Surumu, Cotingo, Rupunumi (guiana), com uma população estimada em 3.500 pessoas. Hoje, é pacifica a convivência entre os dois grupos de Macuxi e Wapixana, existindo inclusive, uma miscigenação expressiva entre os dois grupos.
Yanomamy: Vivem na reserva indígena Ianomâmi, ao noroeste do Roraima. É uma área já demarcada que ocupa mais de 11 milhões de hectares. Praticam, pelo menos, quatro idiomas, com dez dialetos conhecidos. Passam a ter maior contato com a civilização através dos garimpeiros que invadiram suas terras na corrida do ouro dos anos 80.
Waimiri-Atroari: Vivem no sul do Roraima, na fronteira com o Estado do Amazonas. Falam um idioma do tronco Carib e hoje não passam de 350 indivíduos. Ficaram célebres pelos confrontos com militares que construíram a BR-174, na década de 70.
Wai – Wai: As 2 últimas malocas dos Wai –Wai estão localizadas na região do Jatapu, próximo a fronteira de Roraima com o Pará. Seus remanescentes praticam o matriarcado (forma de sociedade na qual o poder é exercido pelas mulheres, e especialmente, pelas mães da comunidade), o que muitos afirmam ser herança de antigos refúgios de mulheres guerreiras que habitavam essa região.
Maiogong: Ocupam parte do norte do Estado de Roraima. Habitantes das margens do rio Auaris na Serra de Parima, vivem em Roraima nas malocas Auaris e Auicás no noroeste do Estado. São aproximadamente 280 indivíduos. Seu território se estende à Venezuela através do rio Orinoco.
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